Avaliação da aprendizagem: dos fundamentos à prática


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Descrição Atualmente, a avaliação da aprendizagem dos estudantes na generalidade das unidades curriculares de cursos do ensino superior recorre a métodos tradicionais - por exemplo, testes sumativos e exames escritos - para avaliar o sucesso do aluno em atingir os resultados de aprendizagem pretendidos. Os métodos de avaliação sumativos que privilegiam os desempenhos num número reduzido de provas, são caraterizados pela sua objetividade e aceitabilidade geral nas academias. Porém, são conhecidas as suas limitações, por exemplo no que respeita a contribuir para o processo de aprendizagem dos estudantes, por não criarem condições para que todos os alunos tenham oportunidades iguais de demonstrar a obtenção dos resultados de aprendizagem e por exigirem um investimento significativo em recursos para minimizar situações de fraude académica. Além disso, a falta de flexibilidade na conceção destes modelos de avaliação dificulta a realização de ajustes para atender a circunstâncias imprevistas, como foi exemplo recente o advento da pandemia COVID-19. Partindo dum modelo que captura práticas de avaliação disseminadas no ensino superior, esta formação retomará os fundamentos de desenvolvimento da avaliação para encontrar elementos e modelos alternativos, passíveis de implementação na generalidade das unidades curriculares dos cursos do ensino superior. Duração: 2H | Vagas: 80


  • Data: 25-11-2020 15:00
  • Localização: Evento Online

Descrição

Descrição:

Atualmente, a avaliação da aprendizagem dos estudantes na generalidade das unidades curriculares de cursos do ensino superior recorre a métodos tradicionais - por exemplo, testes sumativos e exames escritos - para avaliar o sucesso do aluno em atingir os resultados de aprendizagem pretendidos. Os métodos de avaliação sumativos que privilegiam os desempenhos num número reduzido de provas, são caraterizados pela sua objetividade e aceitabilidade geral nas academias. Porém, são conhecidas as suas limitações, por exemplo no que respeita a contribuir para o processo de aprendizagem dos estudantes, por não criarem condições para que todos os alunos tenham oportunidades iguais de demonstrar a obtenção dos resultados de aprendizagem e por exigirem um investimento significativo em recursos para minimizar situações de fraude académica. Além disso, a falta de flexibilidade na conceção destes modelos de avaliação dificulta a realização de ajustes para atender a circunstâncias imprevistas, como foi exemplo recente o advento da pandemia COVID-19.

Partindo dum modelo que captura práticas de avaliação disseminadas no ensino superior, esta formação retomará os fundamentos de desenvolvimento da avaliação para encontrar elementos e modelos alternativos, passíveis de implementação na generalidade das unidades curriculares dos cursos do ensino superior.

Biografia do Formador

Manuel João Costa 

Pró-Reitor: Assuntos Estudantis e Inovação Pedagógica

Nasceu no Porto em 1969.

Licenciou-se em Bioquímica, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto em 1991, com a classificação final de 15 valores. Concluiu o Doutoramento em Ciências Biomédicas na mesma Universidade em 1997. Em outubro de 1996, ingressou na Universidade dos Açores como Assistente Estagiário, onde veio a assumir funções de Professor Auxiliar. Em Janeiro de 2004, ingressou na Universidade do Minho, na Escola de Medicina (então designada Escola de Ciências da Saúde) onde é Professor Associado desde Maio de 2011. É investigador do Instituto de Investigação de Vida e Saúde (ICVS).

Foi membro do Conselho Geral da Universidade do Minho entre 23 de Outubro e 2017 e 8 de Setembro de 2018. Na Escola de Medicina, foi coordenador da Unidade de Educação Médica, secretário do Conselho Pedagógico e da Comissão de Curso de Medicina entre janeiro 2004 e setembro de 2018. Foi Presidente do Concurso Especial para Acesso ao Curso de Medicina por Titulares do Grau e licenciado entre os anos letivos 2013/14 e 2017/2018. Foi Coordenador da linha piloto de investigação em educação em ciências da saúde do Instituto de Investigação de Vida e Saúde (ICVS). No mesmo período, foi responsável pelo programa anual de desenvolvimento docente dessa Escola.

A sua atividade académica tem incidido sobre a inovação nas práticas pedagógicas no ensino superior e sobre a investigação da educação na área da saúde, em particular na educação médica. Na Universidade do Minho, participou na fundação e é membro do Centro de Inovação para o Desenvolvimento do ensino e Aprendizagem (IDEA-UMINHO). A nível nacional, participou na fundação e lidera a Rede de Investigação em Educação Médica, estando associado a diversas iniciativas de desenvolvimento e inovação no ensino-aprendizagem no ensino superior. Tem exercido funções em comissões internacionais nas áreas de ensino de bioquímica e educação médica. Organizou ou coorganizou diversos cursos e eventos de inovação e desenvolvimento de práticas pedagógicas para docentes do Ensino Superior desde 2003, incluindo o V Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior realizado na Universidade do Minho em 2018.